O título é pomposo, sei. Mas a Alcatéia Maldita bem o merece. Não que signifique muita coisa, vindo desta coluna dos cafundós do planeta. Qualquer bandinha já recebeu prêmios mais consagradores, inclusive por essas bandas, digo, cafundós. Mas a Alcatéia faz jus ao adjetivo que a define, que a torna única – e passa ao largo dessas feiras paroquiais e universais de vaidades contemporâneas.
Um semiquase mini doc de bolso. Em busca do “Paêbirú”, o lendário álbum de Lula Côrtes e Zé Ramalho que atualmente ocupa o posto de disco mais caro do Brasil.
Músicas e causos do atual Procurado Número Um do Brasil. O raríssimo disco PAÊBIRÚ de Lula Côrtes e Zé Ramalho. Álbum duplo lançado em 1975. Uma lenda do psicodelismo brasiliano e mundial. No plêi > Trilha de Sumé / Culto à terra / Bailado das muscarias / Harpa dos Ares / Não existe molhado igual ao pranto / OMN. No bêgê > Desperto - grupoFossil.
Segunda parte do programa dedicado ao disco PAÊBIRÚ de Lula Côrtes e Zé Ramalho. No plêi > Raga dos raios / Nas paredes da pedra encantada / Maracas de fogo / Louvação a Iemanjá / Regato da montanha / Beira mar / Pedra templo animal / Trilha de Sumé. No bêgê > Desperto - grupo Fossil.
Marcelo Gandhi não tem papas na língua, percebe-se logo, quase de cara ou em ao menos cinco minutos numa conversa onde não procura agradar nem tão pouco cuspir no prato em que comeu.
Eu já tive uma gravadora. A Luaka Bop ainda existe, embora eu já não esteja mais envolvido nela. Meu último álbum saiu pela Nonesuch, uma subsidiária do império do grupo Warner Music. Eu também tenho lançado música por gravadoras independentes, como a Thrill Jockey, prensando CD’s e os vendendo nas turnês. Faço turnês regularmente e não vejo as simplesmente como uma perda diante das vendas de CD. Consigo enxergar o negócio de ambos os lados.