por mr moo
O Festival Goiamum Audiovisual acontece em Natal/RN desde 2007. Para saber um pouco mais a cerca da edição deste ano intercambiamos alguns bites com Pedro Fiuza, coordenador das mostras do Goiamum.
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Pedro! Quando e onde acontecerá o Goiamum Audiovisual este ano?
O 7º Goiamum Audiovisual acontecerá de 25 a 29 de novembro de 2013, pela segunda vez no Campus Cidade Alta do IFRN.
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Quais as mostras do festival? Este ano haverá uma mostra competitiva potiguar?
Ainda estamos fechando a programação, pois todo ano temos as mostras que recebem inscrições e as mostras convidadas. Posso lhe adiantar que todos os anos temos uma média de 10 mostras e esse ano provavelmente teremos entre 5 e 10, para ter uma programação mais concisa e mais fácil do público acompanhar. As mostras que recebem inscrições ainda estão abertas e são elas: 4ª CURTA GOIAMUM – Mostra Competitiva Nacional de Curtas Metragens de Natal, 7ª DESENTOCA – Mostra Não-Competitiva Estadual de Cinema de Natal e uma mostra internacional não-competitiva. E dentro da CURTA GOIAMUM teremos dois programas, um nacional e um estadual, ambos competitivos. Será a primeira vez que teremos uma competição exclusiva em nível estadual, o que não exclui a possibilidade dos curtas potiguares competirem no programa nacional. Além dessas mostras já temos certo a exibição do longa convidado “O Renascimento do Parto” com a presença do diretor.
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As inscrições para as mostras vão até quando?
Pedro Fiuza: As mostras recebem inscrições até 25 de outubro.
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Há alguma novidade no processo de inscrição?
O processo de inscrição foi todo modernizado e é possível fazer tudo online dessa vez, desde o envio das informações, em que o realizador preenche um formulário online até o envio do próprio filme onde só é necessário mandar o link onde o filme está hospedado. Também fechamos parcerias com as plataformas de inscrição online internacionais: a espanhola Movibeta.com e a britânica Festhome.com. Mas se o realizador preferir, pode optar pelos correios para enviar tudo.
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Quais serão as premiações das mostras competitivas?
Teremos o Melhor Filme Nacional e o Melhor Filme Potiguar tanto pelo Júri Oficial quanto pelo Júri Popular. O Melhor Filme Nacional continuará indo automaticamente para o FAIA – Festival de Atibaia. Além destes o Júri Oficial poderá conceder até três prêmios livres, não necessariamente se restringindo a gêneros ou funções da equipe. Todos os premiados receberão o Troféu Goiamum assim como uma justificativa do Júri Oficial explicando porque foi premiado.
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Explique melhor os  “prêmios especiais de forma livre” que o juri poderá conceder.
Os prêmios livres dão a liberdade ao Júri Oficial de ressaltar o que há de melhor entre os competidores daquele ano. Preferimos este formato, inspirado no festival Cine Esquema Novo, de Porto Alegre, RS, pois não engessa o Júri numa obrigação de premiar por categorias que de repente não tenha obras representativas – por exemplo se não há uma direção de destaque, o Júri não precisa conceder um prêmio de Melhor Direção, ou se não há nenhum filme de animação, como premiar por gênero, como Ficção, Documentário, Animação, etc. E dá a oportunidade de premiar outras qualidades dos competidores que não se enquadram em uma categoria ou rótulo. Digamos que algum filme tenha um tema bastante pertinente e o Júri decide abordar isso na premiação, ou ainda algum aspecto inesperado sobre a forma de produção do filme. Imagino que tudo isso possa ser passível de premiação e o Júri terá a liberdade para premiar o que mais saltou aos olhos, não sem antes fazer uma justificativa de cerca de um parágrafo para cada um dos ganhadores – o que acredito será muito gratificante para o premiado, saber que parâmetros foram utilizados para analisar seu filme, além, é claro de saber como o seu filme está sendo recebido aos olhos mais críticos.
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O regulamento das mostras não cita se há ou não impedimento de filmes que possuam membros da organização do festival participarem nas mostras competitivas. Qual o entendimento do Goiamum quanto a este aspecto?
A princípio este nunca foi um problema para o Goiamum, pois nunca tivemos nenhum membro da equipe que tivesse dirigido e submetido algum filme seu à mostra competitiva. É claro que pode ser um aspecto delicado e você está certo que não temos isso claramente exposto no Regulamento deste ano (ou de nenhuma edição passada), mas, por outro lado eu acredito que se nos depararmos com alguma situação dessas, um outro ponto do documento pode resolver, onde se lê “6.2 Questões omissas deste regulamento serão resolvidas pela diretoria do festival.”. Acredito que numa decisão colegiada podemos chegar numa resolução que preze pelo bom senso. E acho que esse problema se limita somente às mostras competitivas e o objetivo do Goiamum é maior, é escoar e incentivar a produção. Se um filme de extrema qualidade for barrado nesse quesito podemos convidá-lo a participar fora de competição, como a DESENTOCA, que nasceu desde a primeira edição do festival em 2007 – enquanto as competições só começaram em 2010 – que serve como janela para o audiovisual potiguar e onde o importante é ser visto, é mostrar que temos produções, é o escoamento desses talentos.
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Nesse momento planetário onde o conceito de autor anda meio disperso e a informalidade tem seus adeptos, não é incomum realizadores emergentes com curtas contendo obras de terceiros (músicas,imagens, etc) não autorizadas. Nesse enfoque , quais os requisitos mínimos para que que um curta esteja apto para se inscrever nas mostras competitivas do Goiamum?
As mostras que recebem inscrições têm critérios próprios mas um pouco diferentes. Comecemos pelas semelhanças: aceitamos todos os gêneros, formatos de captação e temáticas. Esse critérios são livres. Para a não-competitiva DESENTOCA valem produções de qualquer ano e de qualquer duração, desde que sejam produções potiguares. Para a não-competitiva internacional valem produções a partir de 2012, de no máximo 20min, com legendas em português e que sejam produções estrangeiras. E para a CURTA GOIAMUM, nossa única competitiva, tanto para o programa nacional quanto para o estadual, os filmes precisam ter sido produzidos a partir de 2012, ter 20 minutos  e serem produções brasileiras.
Por produções brasileiras entendemos: filmes produzidos no Brasil por brasileiros ou estrangeiros e no exterior por brasileiros;
Por produções potiguares entendemos: filmes produzidos no Rio Grande do Norte por potiguares, brasileiros ou estrangeiros e fora do estado ou país por potiguares;
Por produções internacionais entendemos: filmes produzidos por estrangeiros em solo não­-brasileiro.
Sobre as questões de direitos autorais, o realizador  (do filme) assina um Termo e Autorização que lhe responsabiliza por todos os aspectos de seu próprio filme.
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Algo a dizer quanto ao formato das exibições?
Este ano estabelecemos como meta um aumento na qualidade de exibição. É uma vontade antiga e resolvemos não deixar mais esse aspecto de lado, que é uma forma de respeitar tanto o realizador quanto o público, proporcionando-lhes uma imagem digna de festival. É claro que será uma primeira experiência e que ainda não será a ideal, mas com certeza não podemos mais nos ater numa projeção com a qualidade muitas vezes inferior à qualidade de captação. Daremos um salto de projeção de qualidade de DVD para projeção em arquivos convertidos com a compressão H264, a mais comumente utilizadas em festivais hoje em dia. Contudo, assim como a maioria deles a qualidade na projeção, até porque acredito que não dispomos de empresas com esse serviço, ainda não terá uma projeção completamente em HD, apesar do arquivo ser assim.
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Sinta-se a vontade para fazer algum  comentário, esclarecimento ou convite pros internautas…
Este ano conseguimos diversas melhorias que vêm a partir de demandas dos realizadores e do público, como o aumento na qualidade de projeção e a inauguração de um programa competitivo estadual. Essas demandas são o curso natural da nossa caminhada e eu gostaria cada vez mais que as pessoas possam conferir elas de perto no Goiamum deste ano, pois, sem medo de ser demagogo, nós que fazemos o Goiamum também somos partes atuantes e ativas no cenário local e estamos em diálogo constante para ouvir todas as opiniões e incorporá-las de acordo com as nossas possibilidades de infra-estrutura e orçamento e com nossas próprias convicções conceituais. Mas precisamos de participação para que se faça valer todo o trabalho que é necessário para realizar um evento deste tamanho, então é importante o público frequente, aproveite, vá as oficinas, às palestras, às mostras, vote nos filmes, debata com os realizadores e continue sugerindo melhorias para o audiovisual nos encontros dessa natureza. Só assim daremos visibilidade, não só ao Goiamum mas à cena como um todo, para a área audiovisual do RN. E quanto mais vistos, mas fortes seremos e mais cobranças podemos exigir do poder público, e mais financiamento poderemos obter dos patrocinadores com essa justificativa, assim como mais mudanças poderemos fazer.
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Mais informações ->  https://www.facebook.com/goiamum