* Motriz

(instrumental rock – hard, prog and jazzy with brazilian touch)

Na praia dos Guitar Heroes de melhor estirpe Edu Gomez solta suas guitarras. CD instrumental on the rocks com pitadas de brasilidades, 10 faixas de altissima periculosidade. Já foi tema de matéria de página inteira nas revistas Guitar Player, Cover Guitar e indicado ao Premio Claro de Música Independente.

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Escute / listen

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Revista Dynamite – (por Marcos Bragatto)

“Se você pirou ao escutar mestres como Joe Satriani e Steve Vai, espere só até ouvir o trabalho desse guitarrista pernambucano, radicado em Natal. Mas cuidado: Edu Gomez segue a linha instrumental, mas não se vale dos clichês de escalas velozes e escalafobéticas. Cria, isso sim, passagens das mais emocionantes, onde a guitarra sola, mas sem jamais perder a alma. O disco, que conta com acompanhantes dos bons, é curto em tamanho, mas riquíssimo em intensidade e bom gosto. Flertando um pouco com os anos 70 (quando Jeff Beck já fazia das suas), Edu não se priva em se mostrar atual, em faixas como a empolgante “Joe’s Cadillac”, “Passarinhado”, cheia de percussão, e “Giramundo”, num disco cuja produção ajuda a salientar as qualidades do guitarrista.”

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Revista Mosh (por Raphael Rodrigues)
“A pergunta que nunca se cala quando ouvimos falar em CDs totalmente instrumentais é “isso não é muito chato?”. Posso garantir que, neste caso não. Nas dez faixas produzidas por este guitarrista, estamos falando de um pop/rock que, em alguns momentos, lembra a sonoridade de Joe Satriani e Steve Vai, principalmente pelas levadas de cada uma das composições. Os destaques estão na faixa Título, em “Cavalo do Cão” (em que Gomez pisa no acelerador) e também em “passarinhando”, que mostra uma interessante mistura de rock com ritmos nordestinos ao longe da música. A gravação e produção do CD se mostram muito bem cuidados, uma característica básica de instrumentistas que lançam material solo, tudo embalado por um encarte simples, mas bem feito, em que cada faixa apresenta a relação dos diferentes músicos participante. Bastante agradável de ouvir, Motriz é recomendado para os fãs do estilo.

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Revista Cover Guitarra (por Eduardo Reto e Alex Vestri)

“É raro encontrar um guitarrista que não tenha sido influenciado por caras como Bryan May, Eddie Van Halen, Jimmy Page, Mike Stern, Randy Rhoads, Scott Henderson, Joe Satriani, Ritchie Blackmore e por aí vai. EDU GOMEZ não é uma exceção, ingressou na carreira musical como instrumentista quando mergulhou no rock, blues e jazz fusion, mas sem nunca fechar os olhos perante os ótimos artistas que existem no Brasil, como, Heraldo Monte, Ricardo Silveira, tom Jobim, Luiz Gonzaga e Paulo Moura. A pegada roqueira, temperada com uma levada tipicamente brasileira, é a sua marca. Administrando de forma equilibrada a técnica e a musicalidade, suas melodias fluem sem exageros. “Desenvolvi minha técnica principalmente ao ouvir e entendendo como os meus guitarristas preferidos encaixavam seus truques e sotaques em vez de tirar suas técnicas”, conta Edu, que depois de lançar seu primeiro trabalho solo – Motriz – , está trabalhando atualmente em dois projetos: o grupo Poetas Elétricos, que mistura música experimental e poesia, e a banda Quase Famosos, especializada em tocar temas de filmes. Edu aproveitou a experiência que teve produzindo trilhas sonoras para rádio e TV durante anos para autocapitanear seu projeto. “Tocar e produzir é viável, desde que você tenha idéia de onde quer chegar e como fazê-lo. É fundamental estar familiarizado com todo o processo que envolve agravação de um disco: a otimização do tempo de estúdio, a escolha dos músicos e como explorar ao máximo a sua musicalidade (gravei com alguns músicos que nunca tinham tocado rock’n’roll antes), os equipamentos e o que eles podem oferecer, o seno estético para a parte gráfica e a logística para a manufatura do CD”, diz. Nas Gravações de Motriz, Edu usou guitarras Ibanez S-540, Fender Strato, Gibson 335, Cast semi-acústica feita pelo luthier paulista Josino e Parker Fly. Os violões foram Yamaha APX e Suzuki Folk. Quanto à escolha da palheta, Edu é criterioso. “Em estúdio, acho fundamental a escolha do modelo certo para cada trecho, o que facilita a execução e possibilita novas sonoridades”. Na parte de efeitos escolheu o wah wah Bad Horsie da Morley e preferiu usar saturação de drive mais leve. “Usei diversos tipos de saturação. Realmente gosto de definição no drive, o que proporciona maior clareza para explorar nuances de palheta. Bends e efeitos como o delay valorizam os timbres das minhas guitarras”, afirma o roqueiro nordestino, que também utilizou Pro Tools TDM, Macintosh G4, pré-amp Focusrite e mesa Yamaha 01V. “Gosto de usar também o chorus no meu Fender Princeton com dois falantes e o Mesa Boogie V-Twin como drive, colocando um microfone em cada boca e abrindo o pan radicalmente, um para cada lado”, completa. Para não perder o ritmo, Edu procura praticar constantemente na guitarra. “Tenho a consciência que o músico é como um atleta que precisa se exercitar todos os dias para manter a forma e evoluir de verdade, ou seja, é fundamental a dedicação em tempo integral”. Atualmente ele tem estudado tapping e novos sotaques na alavanca, além de ligaduras em cima de algumas escalas para aumentar seu vocabulário. Segundo o guitarrista, o espaço para a música instrumental ainda é restrito, sobretudo em sua cidade. Apesar de alguns incentivos, são poucos os que conseguem uma brecha para expor suas músicas, ainda mais porque as casas noturnas relutam em adotar esse tipo de som. “Infelizmente, uma música de altíssima qualidade fica restrita às quatro paredes: nos estúdios e nas garagens”, diz Edu> mas o guitarrista não desanima. A música é mais do que uma forma de entretenimento ou negócio. “Em Motriz”, em momento algum pensei se isso ou aquilo iria agradar os outros ou se era comercial ou não, mas sim se o que estava tocando refletia a minha personalidade e se era isso o que realmente gostaria de fazer. Hoje, fico feliz em ter tomado essa decisão”.

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Revista Guitar Player (por Rodolfo Rocha)
– Qual a semelhança entre seu álbum solo e o Poetas Elétricos?
O elo entre os dois álbuns é a liberdade criativa e a pesquisa sonora feita no próprio estúdio, durante as gravações. Procuro sintetizar não só as influências de músicos que são referências para mim, como também elementos de outras artes. Assim traduzo imagens, sensações, atmosferas e atitudes em música. Nos dois projetos procuro não ter amarras, ao mesmo tempo respeitando a linguagem de cada trabalho.

– Você utiliza bastante o wah-wah em Motriz.
Fiquei fascinado por esse efeito desde que escutei Jimi Hendrix pela primeira vez. O modelo utilizado no disco é o Bad Horsie, da Morley.

– Além de ótimos solos de guitarra, você apresenta temas e bases excelentes. Como costuma criar suas partes?
Tudo começa com um tema ou um riff, criado na guitarra, no violão, pode surgir uma em minha cabeça. Na primeira oportunidade junto a banda e gravo a espinha dorsal da música, abrindo espaço para a contribuição dos músicos. A partir daí eu desenvolvo e finalizo a composição, sempre atento às idéias que aparecem no processo de gravação, aproveitando deixas que muitos considerariam como erros.

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